15 agosto 2011

+ um SUMARUSP

No sábado, dia 12 de agosto de 2011, promovemos o 1º encontro de 2011 entre estudantes de Pedagogia da Faculdade Sumaré que integram este grupo de estudo e estudantes de Educação da Faculdade de Educação da USP que fazem parte do Núcleo de Educomunicação do Lab_Arte.

Neste, em especial, apresentei a proposta de continuidade para os dois grupos e as possibilidades de integração entre ambos. Para continuar fazendo parte, ou para ingressar num dos grupos, será necessário que o estudante:

  • ter disponibilidade para assumir um grupo de crianças ou adolesentes, participantes do Programa Escola da Família da EE Marina Cintra, sob coordenação de Maria Lúcia Costa, pedagoga formada na Faculdade Sumaré, ou em outro local identificado com as finalidades do GEP Educomunicação e Formação de Professores
  • postar as atividades e reflexões sobre os processos de produção e seus respectivos produtos nos blogues destinados aos registros dos dois grupos sob minha coordenação.
Para os dois grupos fica assegurado o direito de vivenciar processos coletivos de produção de programa de rádio na radiowebcala-bocajámorreu.

A programação ao vivo da emissora vai ao ar, aos sábados, das 16 às 17 horas, diretamente da Av Henrique Schamann, 125, onde se localiza o Projeto Cala-boca já morreu, pelo qual sou co-responsável, desde 1995.

Através deste GEP, consideramos ser esta uma possibilidade de a Faculdade Sumaré estabelecer “relacionamentos com organizações empresariais e educacionais, com ou sem fins lucrativos, firmando parcerias para o intercâmbio de conhecimentos, inserção dos alunos no mercado profissional, aperfeiçoamento e atualização dos projetos dos cursos, envolvimento conjunto na formação complementar de professores e alunos, promoção da cultura, da troca de experiências e aprimoramento técnico e científico, conforme prevê o obejtivo específico de nº XI, publicado em seu portal.

Assim como nos encontros SUMARUSP do ano passado, ficou visível a animação dos participantes pelas possibilidades de integração e partilha de conhecimento sobre Educomunicação entre ambas instituições.

24 junho 2011

Processo coletivo de uma fotonovela

Nesta postagem contaríamos como foi o processo e desenvolvimento da fotonovela feita pelo nosso grupo.


Bom, um grupo somente é grupo por ter membros e nada é feito somente por um ou dois. Precisamos de boa parte do grupo ou de todos.


Foi produzido pelo grupo todo o roteiro de como seria a fotonovela. Foram confeccionados os materiais para a gravação, como pode ser visto nas fotos.


Mas por ser um processo que demanda tempo, não é possível realizar em um único encontro e assim foi feito: marcamos um próximo encontro para tirarmos as fotos.

Tudo pronto, tudo combinado!


Na hora e dia marcado não foi possível fazer a gravação porque o grupo não estava completo ou parte dele não compareceu à gravação.


Tristeza, frustação foram os sentimentos de quem veio.


Um grupo divide alegrias e desilusões e, dessa vez ,não deu certo como desejávamos...


Mas somos persistentes e logo nesse espaço postaremos, sim, a fotonovela tão esperada.

Cris Mota

06 junho 2011

Produção coletiva de fotonovela - 31/05/11 a 20/6/11



Iniciamos o encontro com reflexões sobre possibilidades de criação de fotonovela na sala de aula,  potencialização do uso da imagem fotográfica e necessidade de socialização das produções coletivas de comunicação, na perspectiva da Educomunicação.


Ficaram evidentes que esse tipo de produção se relaciona diretamente com alguns aspectos apontados nos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais, como, por exemplo:

Artes - Criar fotonovela exige que os alunos vivenciem, na prática, várias linguagens artísticas ao mesmo tempo.



A narrativa em imagem exige a criação de cenário, maquiagem, figurino...


Ao produzir as fotos, os estudantes vão pensar sobre a melhor posição para colocar a câmera e o melhor lugar para o câmera mostrar as cenas.


Vão também entender, com isso, como é importante, antes de fotografar pensar sobre o lugar de onde vem a luz.


Além disso tudo, eles vão se envolver com dramaturgia para a criação dos personagens. Que fisionomia, que gestos serão mais adequados para cada personagem?


Esses aspectos, por si só, já são suficientes para entender que artes na escola pode ir além de pintura de desenho pronto e, principalmente, que fotonovela pode ser um jeito criativo dos alunos experimentarem formas próprias de comunicação.

Geografia - Quando as crianças têm possibilidade de fotografar em diferentes lugares da escola, elas podem se apropriar do lugar onde vivem boa parte dos seus dias. 



Explorando a geografia física, elas vão poder, especialmente, conhecer as pessoas que habitam esses espaços ( o que fazem, como fazem, como se relacionam...)

História - Diferentemente da história oficial contada nos livros didáticos, que considera importantes apenas alguns fatos e algumas pessoas apresentadas como heróis ou mártires, a fotonovela permite aos alunos registrar em fotografia histórias cotidianas 
de pessoas comuns, em especial crianças, que nunca foram consideradas agentes sociais.

Língua Portuguesa - Quando as produções de fotonovela são, de fato, criadas pelas próprias crianças, é possível ver que os produtos se "encaixam" em determinado gênero textual. Haverá histórias do tipo ficção (nas quais a imaginação voa, sem limites, como acontece na literatura, por exemplo) ou do tipo informativo, em que o mais importante é narrar algo "de verdade", que acontece na realidade.


Além disso, fazendo fotonovela é possível as crianças aprenderem, sem ser de forma teórica, entre outras coisas, diferenças entre fala do narrador e dos personagens, tipos de linguagem cada personagem usa, tipos de balões mais adequados para cada parte da narrativa.



Matemática - É sempre muito difícil para o grupo decidir qual a melhor organização das sequências da narrativa; adequar o tempo cronológico da aula com a noção de tempo de cada um do grupo para realizar a atividade; aprender a ponderar, argumentar, eleger prioridades. Estes são alguns aspectos que mostram que a realização de uma fotonovela exige exercitar o racíocinio lógico, um dos maiores objetivos do ensino da matemática.

...



Depois dessas pontuações da Grácia, vimos várias fotonovelas. 
"A loira do banheiro", produzida por alunas da faculdade, mostrou que esse tipo de produção coletiva, torna visível o enorme envolvimento e colaboração entre todos os participantes.

No próximo encontro faremos a nossa própria fotonovela a partir dessas reflexões e do que a Grácia trata sobre metodologia e postura do mediador (que nunca é neutra) em seu livro Educação pelos meios de comunicação.


Aguardem novas postagens...

Grande abraço!
Grácia Lopes Lima / Sheyla Melo.

25 maio 2011

Encontro de Ontem

Fico feliz de perceber que aos poucos estamos saindo dos "estudos" apenas e começando a colocar a mão na massa rsrs...

Digo isso por mim, que desde que começamos nossos encontros no ano passado, ainda não havia de fato vivenciado tudo isso com outros grupos que não fosse o nosso.

Ontem foi um apanhado geral sobre o que cada uma tem feito ou pensado em fazer, na nossa perspectiva de Educomunicação. Foi muito legal essa troca. Só não garanto que minhas noites de sono serão sempre boas daqui pra frente rsrs, pois está realmente mexendo muito comigo, com meus pensamentos, com a minha vida em geral, como eu disse no grupo. Mas, podemos dizer assim, que é uma "insonia boa", que faz ir pra frente, sair do lugar comum, procurar de verdade o que há dentro de nós... "o que nós queremos"... é no que tenho pensado e vivido desde que nossas reuniões têm se aprofundado.

Estou feliz de um dia a vida ter me dado a oportunidade de conhecer todas vocês e poder trocar tanta coisa legal. =)

Bem, é isso! Fui.