06 Maio 2012

Dia 05/05/2012: um pouco de história do Brasil

Olá Querid@s,

Venho falar do encontro do último sábado.

Assistimos ao documentário Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, pela necessidade de entender qual era a situação da América Latina, no momento em que surgem as ações de Mário Kaplún, Paulo Freire.... e tantos outros pensadores, comunicadores...

Ambos viveram uma época de ditadura, marca que acompanha a história do Brasil, desde Getúlio Vargas que mesmo não sendo militar, governou o país por 15 anos seguidos, e depois, pela que começou com o golpe de 64, quando militares assumiram o poder e destruiram, mataram, torturaram.
A questão levantada antes do filme e que ficou em minha mente é: o que leva as pessoas a cometerem esses atos e serem tão adeptas ao militarismo???
Como acho absurdo que algumas pessoas digam coisas do tipo 'bom era o período militar', ou 'q falta faz a censura', quando ouvem um funk. Isso tudo mostra a falta de informação e reflexão sobre o assunto. Parecido com isso é a apatia das pessoas diante de fatos que ocorreram ao seu redor, como a cena do documentário que anuncia a morte do Mariguela na TV...Enquanto a notícia passa, o pessoal está falando de futebol...

Bom, acredito no que Mariguela disse quando os padres perguntam como farão para conscientizar o povo e ele responde pela AÇÃO, e essa ação é política.

Os dominicanos que aparecem no filme viviam fielmente o evangelho optando pelos pobres, ideal vindo da Teologia da Libertação; nesta, a religião estava atuando para garantir igual partilha entre qualquer pessoa, denunciavam a má distribuição de terra, a exploração do homem e iam para além das ideias. E por essas ideias deram a própria vida.

Ficamos com reflexões em andamento: o que movia as pessoas para darem a própria vida pelo que acreditavam? Que ação era essa?

Por dica e cutucada da Grácia Lopes Lima ficamos de ver documentários no youtube sobre quem foi Carlos Mariguela, porque, segundo ela não dá para querer atuar em Educomunicação quem não sabe um mínimo da história do seu próprio país...

Axé!
Sheyla Melo
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Relação entre o que assistimos e Educomunicação

O comunicador Mário Kaplún ao criar esse termo, nos anos 70, estava engajado numa proposta intencional de contribuir para que leigos passassem a ser mais esclarecidos sobre os efeitos nocivos da TV e do Rádio sobre as pessoas.

Atualmente esse mesmo termo virou uma espécie de virose, uma doença que passa de uma pessoa para outra sem escolha consciente. Como virose se aplica a doenças não só benignas, como resfriado, mas também a doenças graves, vale a pena ver de perto os usos e práticas quem vêm sendo feitos de Educomunicação.

Em apenas 0,31 segundos o google apontou, nesse momento em que escrevo, por exemplo, aproximadamente 232.000 resultados para o termo, numa demonstração evidente do consumismo de ideias que predomina em muitas ações...

Afinal, o que está sendo chamado de Educomunicação? Quais são os efeitos dessas práticas na formação de pessoas? Que conceitos de Educação e de Comunicação embasam as suas ações?

...

Bem, o próximo sábado, dia 12 de maio, não nos veremos, mas temos muito com o que nos ocupar:

Para quem já formou um grupo para com ele exercitar produção coletiva de comunicação é dia de encontrar o pessoal.

Mais que fazer, será hora de pensar sobre o que justifica ter criado esse grupo. O que a gente quer ao juntar pessoas e com elas fazer uso dos recursos da comunicação e das tecnologias digitais?
Que educação estamos querendo promover com esses que já estão com a gente?

Para quem ainda não formou grupo, valem as mesmas perguntas: Pra quê se envolver com Educomunicação?

Além disso, nesse mesmo dia 12 de maio, como lembraram o Jeff e o Fernando, do CAPS 3 de São Bernardo, vai acontecer a Feira de Economia Solidária e Saúde Mental no Parque Mário Covas, ao lado do Parque Trianon, na Av Paulista.

Economia solidária é um dos caminhos para buscar diminuir desigualdades sociais - tema que tem tudo a ver com quem se interessa por Educomunicação.

Vamos lá?

Abraços
Grácia Lopes Lima

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Pessoal olhei neste blog, e consta lá que a Feira Solidária será nos dias 18 e 19 de maio, é isso mesmo???

Neste caso convido tod@s a comparecer a um debate que ocorrerá neste sábado dia 12/05, será no ABC, em um espaço anarquista chamado casa da Largatixa Preta , um debate sobre ações que buscam garantir a autonomia da América Latina, boa oportunidade para conhecer um pouco mais sobre as ideias libertárias...

Entender a nossa história, é compreender o que fez eu me tornar quem sou... e assim buscar mudanças

Reflexão e ação!

Tudo a vê com o que conversamos no ultimo sábado

Localização:
Rua Alcides de Queirós, 161  Bairro Casa Branca
(a 12 min da estação de trem Santo André  Pref. Celso Daniel, próximo
a eletropaulo e a rua arthur de queirós)

Bora lá minha gente?
Abraços
Sheyla Melo

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23 Abril 2012

Encontro do Dia 21/04/12



Gostaria de compartilhar algumas das minhas tantas anotações:

No último encontro, a Grácia tocou em pontos primordiais para se pensar em que tipo de comunicação e educação que falamos, ao fazer a exposição sobre dos pensadores Kaplun e Freire.



Ambos viveram no período marcado pelo militarismo no Brasil. 


Ficou nítido que a ação da Educomunicação, antes de ser educadora, é uma ação política, enraizada na necessidade de tornar as pessoas menos ingênuas. 


Ambos - Kaplun e Freire - mexeram em um vespeiro perigoso: as relações de trabalho, o lucro, a justiça. 

Ficou claro que os programas exibidos pelos meios de comunicação também educam, só que educam para o consumismo e/ou para o entretenimento. E ficou dado o alerta que existe o consumismo também de ideias, por isso a necessidade de conhecer a radicalidade dos assuntos:de onde vieram? pensados por quem?... 



Ficou claro que reconhecer esses pensadores não é vestir a camisa deles ou fazer tentar ser o eles foram mas, sim, reconhecer a honestidade ideológica que eles tinham em sua práxis.


Ações políticas feitas com clareza e seriedade: estas seriam uma bússola para a nossa caminhada.

Sheyla Melo

21 Abril 2012

Muito bom o encontro do dia 21 de abril de 2012


Por conta do feriado, muitos justificaram sua ausência, mas Sheila Melo, Gabriela Luisa Oliveira, Jeff Santos, Fernando Delcolli, Suellen Oliveira da Silva e Cibelle Oliveira da Silva confirmaram presença e estiveram conosco, na casa Cala-boca já morreu.

Tratamos
de Texto e Contexto, ou seja, da necessidade cada vez maior de os participantes deste grupo, conhecerem as ideias que sustentam as ações do GENS e do Projeto Cala-boca morreu, as duas instituições que acolhem este grupo, em parceria com a Faculdade Sumaré, e que vêm desde a década de 90 realizando ações para assegurar o direito à comunicação para todas as pessoas, independente de idade, gênero, procedência entre outras tantas condicionantes

A proposta continua sendo a mesma: a de contribuir para que cada vez menos quem participe deste grupo carregue  bandeira, seja ela qual for...e que ao se envolverem com Educomunicação, saibam com clareza de que educação e de que comunicação estamos falando aqui neste espaço. Obrigada pela exposição, Gabi.

Para o próximo encontro, combinamos de todos lerem novamente as páginas já indicadas do  Educação pelos Meios de Comunicação, posto que várias questões e perguntas levantadas, tornará mais proveitosa a leitura.

Combinamos também de assistirmos juntos ao documentário "Batismo de sangue", direção de Helvécio Rattón (o mesmo de "Uma onda no ar"), para entender o que foi a teoria da libertação, da qual Paulo Freire e Mário Kaplún - os dois autores destacados neste encontro - foram adeptos.

07 Abril 2012

Empoderamento das pessoas e dos grupos X Fortalecimento do indivíduo no grupo


01 Abril 2012

Distinção entre os termos "educador" e " mediador"

Todas as ocasiões em que nos juntamos nos valem como um momento precioso para pensar com rigor conceitos que estão embutidos nas nossas ações. Movidos por isso, convém rever o termo educador, tão usado em Educomunicação.

Qual é o problema de usá-lo? - perguntariam muitos. Vejamos, então:

Educador é uma herança do que realizou Paulo Freire durante os anos 60 e 70, período marcado pela ditadura militar no Brasil. Esse termo significou o engajamento de adultos, de qualquer profissão, num grande movimento de alfabetização por todo o Brasil. A proposta era instrumentalizar rapidamente adultos das chamadas classes populares para que, entendendo o contexto político da época, o proletariado assumisse o poder. Essa ação era, portanto, política por excelência em prol dos trabalhadores.

Por ironia, na educação escolar o esforço de Paulo Freire em contribuir para análises críticas da realidade, inclusive a partir do entendimento etimológico das palavras, não vingou: os professores passaram a se auto-denominar educadores (as do ensino infantil e das séries iniciais, por sua vez de tia), enfraquecendo-se, assim, a si próprios como categoria profissional.

Nós entendemos Educomunicação como uma forma de intervenção social. Produzimos comunicação de forma coletiva porque nos grupos (sejam eles quais forem) se estampam (se desnudam) relações de poder que podem/precisam ser entendidas pelos participantes do grupo. Contudo, nossas ações não são "salvacionistas" como pretenderam os engajados politicamente nos anos 60 e 70. Por isso, não usamos nesse campo a palavra educador e, sim, mediador.

Mediador é um sujeito que está sempre entre o que se pretende com a ação e os participantes dessa ação. Ele deve contribuir, ao longo do processo, para que o grupo se perceba e repense ideias que sustentam sua relação consigo e o outro.

09 Janeiro 2012

Critérios para participar deste grupo de estudos

Ter disponibilidade para
  • participar quinzenalmente dos encontros presenciais, com duração de 3 horas (confira o calendário 2012)
  • assumir a mediação de um grupo de crianças ou adolescentes, formado pelo próprio participante, nos outros sábados.

Esse procedimento visa contribuir para que seja possível, na prática, vivenciar a teoria proposta para produções coletivas de comunicação na perspectiva da Educomunicação.


Local: casa do Projeto Cala-boca já morreu – Rua Henrique Schaumann, 125 – Pinheiros


Datas dos encontros presenciais do 1º semestre de 2012
fevereiro: 04, 25 / março: 10 e 24/ abril: 07 / maio: 05, 19 / junho: 16, 30

Horário: 10:30 `as 13 horas

30 Novembro 2011

Rotina dos encontros


Sábado sim, sábado não, é dia de encontro presencial do grupo na Casa Cala-boca já morreu.

Nesses momentos todos partilham suas questões sobre mediação de grupo.

Como forma de entender na prática e na teoria o que caracteriza esse tipo de intervenção, vivencia processos coletivos de produção de comunicação, pode acompanhar pela Rádio Cala-boca já morreu.

E nos outros sábados, o que acontece?

Reservamos esse dia para que cada participante do GEP Educomunicação e Formação de Professores se dedique ao grupo com quem vem ou pretende aplicar o que aprende nos encontros presenciais.

Quer ver um exemplo? Acesse este blogue, comente e dê suas sugestões