03 fevereiro 2013

Começam os encontros de 2013

Temos aqui, por reiteradas vezes, afirmado que Educomunicação não dissocia teoria de prática. Insistimos ser preciso que os interessados nesse campo de intervenção conheçam minimamente as tendências pedagógicas e os tipos de comunicação existentes. Ou seja, saibam com que tipo de educação se comprometem, quando se utilizam de determinados procedimentos de comunicação, visto atenderem a objetivos tão distintos.

Sem que isso ocorra, qualquer prática que se se diga pautada pela educomunicação se torna frágil, quando não desonesta, enganosa.

Este grupo de estudos de educomunicação, neste semestre, vai se dedicar aos estudos de educação que inspiram, desde os meados da década de 1990, as ações do Instituto GENS de Educação e Cultura e do Projeto Cala-boca já morreu, dos quais faz parte a coordenadora deste trabalho.

Leiam, na sequência, o relato de Gabriela sobre o 1º encontro do mês de fevereiro

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Neste ultimo sábado, com a participação de Sheyla, Lúcia, Jefferson, Damásio e da Gabriela, autora deste relato, iniciaram-se as atividades do grupo de estudos em educomunicação, na casa do Projeto Cala-boca já morreu.

Inicialmente, foram retomados os tópicos apresentados em nosso último encontro do ano de 2012, contextualizando assim aos que não puderam estar presentes e também discutindo quais ações seriam necessárias para que se possa efetivar o que havíamos delimitado. Quanto aos blogs, ao grupo do facebook e ao calendário, mantivemos o combinado anteriormente, quanto à divulgação, decidimos realizar outro encontro no dia 05/02 (próxima terça feira) para organizar o processo.

Em seguida, iniciamos a leitura dos materiais enviados por Jefferson sobre as concepções pedagógicas no Brasil, baseados no texto “As concepções pedagógicas na história da educação brasileira” de Dermeval Saviani. Desta forma, começamos nosso estudo pela Pedagogia Tradicional, que tem como foco principal a teoria, a acumulação de conhecimento. Nesta concepção, o professor era como um “objeto central” do ensino, já que era ele o único transmissor dos conteúdos.

Depois, passamos a discutir sobre a Escola Nova, esta se caracterizava principalmente pela prática sobre a teoria, pelo “aprender a aprender”. Nesta concepção o professor deixa de ser a figura central do ensino, passando a auxiliar os alunos em seu próprio processo de aprendizagem, ou seja, como um “facilitador da educação”. É ai que se deixa de visar à quantidade para priorizar a qualidade do ensino.

A seguir, conversamos sobre a Pedagogia tecnicista, esta possui uma concepção produtivista, ou seja, de preparar o individuo para o mercado do trabalho, tendo o mesmo como um investimento. Neste contexto, na década de 70, que se acentuam as “especializações”.

Passamos então a discutir quanto às pedagogias críticas, que, segundo o texto estudado, foram formuladas nos anos 50 e 60 e se colocaram a partir dos anos 70. Destacamos então seus principais eixos: a Pedagogia Libertária, que faz uma crítica quanto a educação burguesa e visa a criação de escolas autônomas e autogeridas, a Pedagogia libertadora, que se pauta a partir de “temas geradores”, com intenção de ação social e política, e a Histórico-Crítica.

Por fim, encerramos nossa conversa com o compromisso de comparecermos no dia 05/02 na casa do Projeto Cala-boca já morreu para planejarmos algumas ações para o decorrer deste ano.